20 de Outubro de 2000 -10.000
Combatentes, coordenados pela Associação de Veteranos de Guerra e
Associação de Grupos Especiais e Grupos Especiais Pára-Quedistas,
dirigem-se a Belém - Lisboa ao Palácio Presidencial e pedem ao
Presidente Sampaio, que ouça as vozes, dos que padecem de distúrbios
causados pela Guerra do Ultramar. Que lhes devolva os direitos
retirados, para efeitos de reforma, adquiridos enquanto Soldados
Milicianos, ao serviço da Pátria na Guerra do Ultramar.

Combatentes
por Portugal
A todos os
Combatentes que serviram a Pátria Portuguesa nas Províncias Ultramarinas
Aos últimos Combatentes do Império Português em África
Àqueles que, voluntários, de boa ou até má vontade, um dia responderam á chamada
e por dever partiram, para defender os interesses dos que á data nos governavam,
em nome de Portugal.
A estes Antigos Combatentes, regressados da Guerra do Ultramar, que
desrespeitados e ostensivamente abandonados, vão morrendo desprezados, por
aqueles que, habilmente vem dizendo que nos governam, ao mesmo tempo que, nos
vão tentando surripiar os ideais que transportamos.
Para todos estes, fica a
Homenagem, prestada pelos que, continuam
com a Pátria Portuguesa.


20 de Outubro de 2001 -
Estimados em mais de 50 mil Combatentes e coordenados pelas mesmas
Associações de Combatentes, dirigiram-se novamente ao Palácio
Presidencial e de seguida á Assembleia, a fim de serem notadas as suas
vontades, ainda não ouvidas, pelo mesmo Presidente Sampaio e pelos então
Parlamentares.À sua espera
encontravam-se, "de fileira cerrada", cerca de 400 homens da polícia de
Intervenção, canhões de água na retaguarda, uma Unidade Militar de
prevenção e um forte dispositivo de protecção no interior da Casa
Presidencial.
Nesse dia, não foi autorizada
qualquer foto, filmagem ou reportagem, por órgãos da comunicação social.
Pretendeu-se fechar ao mundo, pela não informação, o abandono, a
angústia e o sofrimento, como o castigo àqueles que constituem o Povo
Português e um dia foram chamados para defenderem os interesses dos que
á data governavam Portugal. Que apenas cumpriram o dever.



De seguida, em direcção ao Ministério
da Defesa

















20 de Outubro de 2002 - FÀTIMA.
Combatentes enchem o Santuário de Fátima. Mais de 400 mil Combatentes,
descontentes com o poder político, pelo não reconhecimento dos seus
direitos, concentram-se em Fátima e pedem ajuda á Senhora de Fátima.
Nesse dia o recinto do Santuário fez-se pequeno para os acolher. As
Associações organizadoras, evitando aquilo que se poderia transformar
numa revolução em massa, com generalização por todo o país, com fins
imprevisíveis se se dirigissem a Lisboa, optaram por substituir o
protesto na capital, por uma demonstração de união pacífica, num local
mais visível para todo o mundo e livre de qualquer intervenção
intimidadora das forças afectas ao governo.