Comunicado


 

As recentes interferências religiosas cristãs/muçulmanas vem levantar uma preocupação quanto aos efeitos das palavras proferidas. Os efeitos podem ser nulos ou dramáticos, dependendo unicamente de quem, do outro lado, está autorizado a interpretar e tem o poder de a bem tolerar, ou a mal condicionar. Mas a causa está em quem o provocou e a consequência, se houver, virá de quem ela foi dirigida.

Resta-nos desejar um bom censo, para ambos os lados. Quanto a nós, Combatentes, pelo nosso Deus e pela nossa Pátria de Portugal, retiramo-nos de qualquer intenção de confrontalidade, a provocar por outros, sejam religiosos ou mais depressa ateus escondidos. Aos nossos Homens Cristãos e alguns Muçulmanos, pedimos a máxima seriedade e calma, o máximo respeito por esta comunidade, que no momento se sente ofendida. Se alguém partir para uma má resposta ou confronto, poderá estar a fazer parte de outra intenção, de outro que poderá estar escondido. As guerras ensinaram-nos a desconfiar, não do que á frente nos combate, mas de quem na rectaguarda o incentiva.

A Democracia, como Liberdade em Portugal, ensinou-nos a dar abertura ás diversas culturas que aqui vão chegando. As religiões, porque são livres, devem ter a vontade própria da expressão, correspondentes a cada uma. E entre religiosos deve haver união, o maior amor e grande carinho. O entendimento deve ser recíproco. A compreensão mútua. Pela FÉ de cada uma e em cada um dos que a compôem, tornamo-nos idênticos, para não dizermos iguais. Não temamos os que acreditam, antes, peocupemo-nos com os que O não vêem. A verdadeira luta e com mais sentido, será mais no que cada elemento religioso possa conseguir, com a sua capacidade de agregação, nos que pelo outro mundo, ainda procuram e nos desconhecem.

As experiências do passado indicam-nos, que muitas das vezes as religiões se defrontaram, não porque se odiassem, mas porque outros que as não suportavam, nelas se introduziam e as dividiam. Estejamos atentos. Não deixemos que nos dividam.


Os Combatentes por Portugal, que anualmente confraternizam no dia 10 de Junho em Belém, Lisboa, já há muito dão o exemplo, por nesse dia, aceitarem a celebração inter-religiosa, participada pelas duas religiões em causa, a Cristã e a Muçulmana.
 

Pensemos bem e mantenhamo-nos unidos.
 

Luís Fânzeres Martins-GEP

Combatente por Portugal

 

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